As regras de compliance são aplicáveis também na contratação de parceiros, de terceirizados e fornecedores.

O XII Workshop de Compliance da QFS/GFS, realizado no dia 10 de outubro de 2018, tratou especificamente da Política da empresa no que toca à contratação de fornecedores e terceirizados.

Amplamente adotado por multinacionais e corporações que mantêm relações comerciais com países estrangeiros,os programas de compliance ganharam destaque no Brasil a partir de 2014, sobretudo depois que a Lei 2.846/2013 entrou em vigor. A legislação responsabiliza e passa a permitir a punição de empresas envolvidas em atos de corrupção contra a administração pública nacional ou estrangeira. Estabelece ainda o conceito de “responsabilidade solidária”, podendo penalizar a contratante por qualquer ação irregular de funcionários e terceiros que possam beneficiá-la de alguma forma (mesmo sem o seu conhecimento ou aprovação). Por isso, a avaliação de riscos na hora de estabelecer contratos vem merecendo atenção especial por parte das organizações.

A Política deixa claro, já em sua introdução, que todos os fornecedores de bens e serviços, assim como todos os empregados da QFS estão obrigados à observância do Código, e estabelece as seis premissas básicas que devem ser obrigatoriamente cumpridas. Determina que todos devem atender à legislação, às normas e aos contratos, e comprometer-se quanto à veracidade das informações que prestam.

Condena, ainda, a prática de coação e assédio, além de disciplinar a questão dos brindes e presentes trocados entre fornecedores e compradores.

Durante o workshop, foram novamente abordados os conceitos de conflito de interesses, confidencialidade e sigilo, e também os objetivos e formas de acesso ao Canal de Denúncias.