XIX Workshop – Compras e Contratação de Serviços

Continuando a apresentação das diversas políticas internas da empresa, este workshop tratou das compras e contratação de serviços terceirizados.

Assim como as demais Políticas Internas examinadas em encontros anteriores, a Política de Compras e Contratação de Serviços Terceirizados possui um objetivo específico, já delineado no seu primeiro artigo: construir e qualificar o conjunto de procedimentos administrativos e financeiros para a contratação de serviços e produtos de terceiros. Ela deve ser vista como um instrumento de execução e acompanhamento de projetos, devendo também ser conhecida e entendida por todos os funcionários, e aprimorada sempre que possível.

Essa Política existe porque a QFS Consulting reconhece a importância de ter a capacidade de promover processos de compras e contratações que garantam competitividade, integridade e transparência.

  • competitividade é a característica ou capacidade de qualquer organização em cumprir a sua missão, com mais êxito que seus concorrentes.
  • Integridade significa a qualidade de alguém ou algo a ser de conduta reta, ética, educada, cuja natureza de ação passa uma imagem de honrada.
  • A noção de transparência , quando aplicada às organizações, é a virtude que impede a ocultação de alguma vantagem dissimulada. É a característica daquela organização que não tem nada a esconder. Uma organização transparente é aquela que torna pública a sua informação. É a característica do que não é fraudulento e que, portanto, pode vir a público.

 

Em síntese, o propósito dessa prática é conquistar a confiança do mercado, pela divulgação clara e tempestiva de tudo que seja relevante. E, ao conquistar a confiança do mercado, estimular as decisões econômicas favoráveis ao negócio por parte dos diversos “stakeholders” (partes interessadas no negócio, como investidores, clientes, consumidores, fornecedores, colaboradores, governo). Mas, evidentemente, não se espera que as empresas divulguem informações que ponham em risco sua posição perante as empresas concorrentes, resultando em prejuízo para seus investidores. Esse é o limite.

A respeito da transparência, cabe apresentar um interessante conceito enunciado por Luiz Felipe Pondé:

“Existe um nível profundo do entendimento sobre transparência, que foi enunciado por Dostoievski em seus comentários sobre uma Feira de Ciências havida em Londres na segunda metade do século 19. O escritor russo viu um Palácio de Cristal e imaginou um futuro em que as sociedades e a vida do Homem seriam inteiramente controlados pelo Estado. Se Dostoievski conhecesse o mercado na dimensão que tem hoje, certamente também incluiria o mercado nessa frase, porque o mercado também tem dimensões de controle enormes. Hoje, o principal controle que existe é a interação entre Estado e mercado. E, quando eu digo mercado, refiro-me às ferramentas que você inclusive alimenta, como os serviços na internet, que constróem seu perfil (político, de consumo, profissional, etc.) — não é que haja alguém vigiando você: o mercado não é uma pessoa, mas o próprio sistema que você alimenta para buscar serviço estabelece um perfil e conhece você mais do que você conhece a si mesmo, como diria Santo Agostinho. Então eu acho que a sociedade contemporânea tende ao controle, e esse controle está intimamente associado à ideia de transparência. E, o que é um pouco trágico na condição contemporânea é que quanto mais você precisa combater a corrupção, mais você precisa eliminar o poder discricionário das pessoas e mais você precisa ampliar os mecanismos de controle das decisões, que é feito através de sistemas que deixam um rastro e produzem transparência, de modo coletivo institucional, o que significa controle. Então, por isso, eu tenho certeza de que a gente marcha para o mundo mais totalitário que já existiu, no qual, para produzir transparência, você tem que produzir controle. Não tem muita saída disso. Não tem como você gerenciar sete bilhões de pessoas querendo ser felizes se você não estabelecer mecanismos de controle e transparência. À medida que a sociedade avança, ela avança para um sistema totalitário de controle e transparência”.

Para salvaguardar direitos das partes, a QFS Consulting adota a formalização da compra por meio de contrato padrão, com base em seu Código de Ética e foco na legislação em vigor, nas condições operacionais, técnicas e comerciais, e na sustentabilidade dos negócios.

As diretrizes para contratação de serviços e aquisição de bens são as seguintes:

  • Sempre buscar fornecedores que implementem boas práticas sociais e ambientais;
  • Procurar alcançar economias sem perder qualidade e eficiência;
  • Prezar pela transparência nos processos, não compactuando com comportamentos antiéticos, excluindo fornecedores que não procedam de forma semelhante;
  • A seleção de propostas deve ser feita mediante julgamento objetivo, com critérios estabelecidos em cada processo e que sejam de conhecimento geral.

Em caso de conhecimento de violações a esta política, assim como quaisquer informações acerca de eventual descumprimento de dispositivos legais e normativos aplicáveis à QFS Consulting e fornecedores, podem e devem ser manifestas e denunciadas por meio do Canal de Denúncia disponível no website da QFS.

O que é a Ética no cotidiano das pessoas e das empresas?

A Ética está presente naqueles princípios que o homem escolhe para exercício da Moral.

– por Rildete Oliveira

Em nosso cotidiano, diariamente deparamos com inúmeras situações que nos levam a tomar decisões; e estas, por sua vez têm dois caminhos que perfazem: escolher aquilo que é certo ou o que é errado.

A escolha é uma ação que abrange um julgamento moral. Sendo assim, o ato de escolher é uma prática que pertence exclusivamente ao homem, pois o homem é o único animal capaz de fazer suas escolhas.

Desse modo, o homem age de acordo com os valores que estão inclusos no indivíduo. Logo, o homem é um ser moral, que avalia a sua conduta a partir de valores morais. Ética e moral são termos tidos como sinônimos ao ver do senso comum. Sendo que são parônimos em relação ao significado e sentido, havendo uma distinção entre si.

A palavra Moral vem do latim Mós / Moris, que significa costume e que se refere ao conjunto de normas que norteiam o comportamento humano, que são provenientes dos valores próprios. Já a Ética vem do grego Ethikos, que significa modo de ser. Logo, a Ética está relacionada ao comportamento, que compreende a fundamentação das normas e regras.

Logo, a Ética vem ao meio da sociedade como normas que precisam ser seguidas para que haja uma boa convivência entre os homens. Sua finalidade é orientar a sociedade como um todo sobre os valores e morais a serem seguidos e conservados.

É claro que as mudanças socioculturais que ocorrem no percurso da evolução são respeitadas e são adequadas no que tange aos preceitos Éticos a serem seguidos.

Uma situação de contrariedade àquilo que é ético pode levar o homem a sofrer punições diante da sociedade e do Estado. A Ética só tem a acrescentar à vida do indivíduo, trazendo equilíbrio e boa convivência entre a sociedade.

* Rildete Oliveira é graduada em Filosofia e é Embaixadora de Compliance do Grupo Ferreira Souza.

Compliance, Integridade e Rupturas Regulatórias

As normas de Compliance geram oportunidades para a empresa crescer de modo seguro e  sustentável.

A unidade de inteligência da revista The Economist publicou um relatório sobre a interação de tendências regulatórias e prioridades estratégicas das empresas na Área de Compliance como resultado da pesquisa que mostra como a escala de mudança regulatória que todos os setores da economia enfrentam traz custos, riscos e oportunidades.

Uma conclusão geral é que as organizações estão se adaptando de diferentes maneiras para enfrentar esses desafios e algumas indústrias estão se mostrando mais eficazes do que outras. Um dado que chamou atenção é que o GDPR tem um impacto retumbante globalmente, pois menos de 1% dos inquiridos admitem não fazer “nada” em resposta ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), que é o regulamento que aborda a proteção de dados e a privacidade dos residentes na UE. Além disso, a maioria dos executivos diz que o GDPR mudou diretamente as suas estratégias ou operações, assim como afetou as suas metas financeiras.

Um outro ponto importante do relatório são as melhorias organizacionais da governança da informação a fim de alcançar de forma mais eficiente novos requisitos legais. Mas talvez, como resultado positivo, quase metade dos entrevistados também relataram melhorias benéficas na segurança e na redução a exposição ao risco.

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– João Pedro Paro, publicado em 08/12/2018 no website do Público
– Paro, JP. Compliance, Sistemas de Integridade e Rupturas Regulatórias. Publico. Portugal. Visualizado em 08/12/2018. Disponível em https://www.publico.pt/2018/12/08/economia/opiniao/compliance-sistemas-integridade-rupturas-regulatorias-1854010

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